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Pesquisa da ABI Research aponta que o mercado global de mobile marketing deve saltar de US$ 1,8 bilhão em 2007 para US$ 24 bilhões em 2013.
Segundo Fabio Cardoso, diretor da EI Movil, empresa de marketing e entretenimento pelo celular, do grupo venezuelano Evenpro, embora o Brasil não conte com relatórios consolidados, essa "nova" indústria também tem crescido no PaÃs. Recentemente, empresa criou a ação para o recém-inaugurado hotel Ibis São Paulo Morumbi.
Propmark - Como é a atuação da EI Movil no Brasil? Fabio Cardoso - A EI Movil está no PaÃs desde 2005. Trabalhamos hoje com três seguimentos. O primeiro é o desenvolvimento de produtos próprios, que é o foco principal da EI Movil. Dentre eles está o nosso carro-chefe que é a revista Zubaloo, publicação de entretenimento que é dirigida a meninas adolescentes e que nasceu de maneira interativa. Além da versão impressa, começamos a incrementar e, atualmente, este público recebe por meio do celular testes de personalidades, download de imagens, chat, entre outras atividades. O segundo segmento que a EI Movil atua é no desenvolvimento de conteúdo para parceiros como o SBT, Band, MTV e RBS em ações para celular. Por fim, a empresa também atua no segmento de mobile marketing, com o desenvolvimento de campanhas customizadas. Realizamos ações para O Boticário e Warner, em parceria com o SBT, para lançamentos de filmes.
Propmark - Como é a ação de mobile marketing realizada no Hotel Morumbi, da rede Ibis? FC - Acabamos de implementar a campanha no recém-inaugurado Ibis São Paulo Morumbi, utilizando a tecnologia bluetooth. A estratégia é reforçar a imagem do hotel, enfatizando o conceito da modernidade e tecnologia, além de ressaltar o relacionamento com o cliente. A ação consiste no envio de uma mensagem de boas-vindas ao hóspede, solicitando que deixem o bluetooth ligado para que recebam informações do hotel e dicas da cidade. Também realizamos negociações de parcerias para promoções com as lojas Hering, Fnac, World Tennis, Track&Field, Binne Calçados, Luigi Bertolli e Hell Quick do Shopping Morumbi. Dessa forma, os hóspedes recebem pelo celular mensagens promocionais para a compra de produtos das lojas. E o retorno da campanha tem sido excelente.
Propmark - Até quando vai a campanha? FC - A ação vai até 18 de setembro. Está dando muito certo. Algumas lojas também se interessaram pela campanha, mas ainda não fechamos negociações.
Propmark - Em sua opinião, como deve ser realizada uma campanha de mobile marketing? FC - Geralmente, uma ação de mobile marketing é aliada à outra ação. Por acaso, a campanha no Ibis é só para celular. Mas é porque estão realizando uma iniciativa bastante pontual. No entanto, geralmente, quando há uma campanha, existem também outras comunicações. Até nessa ação no Ibis, por exemplo, você precisa ter uma comunicação para avisar o hóspede para que deixe o celular ligado. Além disso, uma campanha de moblie marketing sempre tem que ser autorizada pelo usuário. Antes do conteúdo, é enviada uma mensagem de autorização. Até mesmo quando a própria pessoa envia determinado código para participar de alguma ação, há a solicitação de autorização. Esta é uma condição fundamental.
Propmark - Em sua opinião, as campanhas tradicionais perderam força? FC - Não perderam força. Atualmente são poucas as empresas que têm lista de pessoas que autorizam o envio de ações pelo celular. Quando a internet começou, por exemplo, ninguém tinha lista de e-mails. Isso foi sendo criado com o tempo. Então é necessário que existam as outras comunicações, tendo o mobile marketing como complemento. Uma iniciativa que tem crescido bastante, por exemplo, são as campanhas de pin code. Hoje as pessoas não precisam mais enviar a embalagem do produto para participar de determinado sorteio. Basta enviar o código por SMS. Contudo, se não tiver uma comunicação tradicional para avisar sobre a promoção, o cliente não saberá. Não acho, portanto, que mobile marketing se sustenta sozinho. Na realidade, essa ferramenta deve ser somada às outras ações para que sejam, então, mais efetivas.
Propmark - Quanto esse mercado movimenta no exterior? Já existem dados que mensuram o setor no Brasil? FC - De acordo com uma pesquisa da ABI Research, o mercado global de mobile marketing deve saltar de US$ 1,8 bilhão movimentados em 2007 para US$ 24 bilhões em 2013. Mas no Brasil não há relatórios consolidados por ser uma indústria nova. Ainda há muita falta de informação. Mas sabemos que tem crescido. Já temos no PaÃs a Associação de Marketing Móvel do Brasil (AMMB), além da Mobile Marketing Association (MMA), que veio para o PaÃs este ano. Tais fatos mostram que o mercado de mobile marketing tem crescido e esperamos ter, em breve, dados mais consolidados.
Propmark - O jovem é o público que mais utiliza essa mÃdia? O que fazer para atrair pessoas mais velhas? FC - Com certeza o jovem utiliza essa mÃdia de forma mais freqüente. No entanto, também acho que cada vez mais as pessoas mais velhas têm adotado, principalmente, o SMS como ferramenta. Talvez fazer download de conteúdo não seja o perfil desse público. Mas não acredito que a idade seja um empecilho. O SMS está sendo cada vez mais usado. No entanto, com a chegada do 3G, isso deverá diminuir por conta da possibilidade de utilização do MSN.
Propmark - Quais as tendências de mobile marketing para o mercado nacional? FC - Primeiramente é um setor em crescimento. E com o 3G, acredito que irá aumentar ainda mais. A tendência desse marcado é a convergência de diversas tecnologias, com uma série de ações que podem ser realizadas. Acredito que com a melhoria da base de aparelhos e com a integração do 3G, será possÃvel melhorar cada vez mais o diálogo com o cliente.
Propmark - É difÃcil explicar para o mercado o conceito da mobilidade? FC - Ainda gera dificuldade de compreensão entre os brasileiros. Mesmo assim, temos conseguido viabilizar mais campanhas do que antigamente, já que as operadoras estão muito mais acostumadas e abertas à s ações.
Juliana Welling
Fonte: Propmark 17/12/2008
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